Viagem

5 dicas para aproveitar Paraty

Fundada em 1667, Paraty é considerada Patrimônio Histórico Nacional e é um ótimo destino para quem quer possibilidades: a cidade fica próxima de 60 praias, algumas das quais o acesso só é possível por escuna, ao mesmo tempo que oferece trilhas e, por exemplo, o Caminho do Ouro.

Vale destacar que este último, envolto pela Mata Atlântica do Parque Nacional da Serra da Bocaina, só pode ser feito com prévio agendamento, já que passa por propriedades particulares.

Seu centro histórico carrega a melhor dica de todos os tempos: vá de tênis. Como é proibida a entrada de carros e bicicletas nele, deixe o carro no hotel/pousada e/ou leve um cadeado para deixar a bicicleta no bicicletário.

Como fomos para Paraty numa viagem curta, aproveitando o último feriado, não tivemos muita oportunidade de conhecer a maioria dos seus espaços. Ainda assim, foi ótimo para relaxar, recarregar as energias e comer bem. Seguem algumas dicas para viagens curtinhas assim por lá:

Como chegar

Paraty tem fácil acesso de ônibus ou carro. Se a origem for São Paulo, a passagem custa de R$65,00 (convencional) a R$79,00 (executivo) e são aproximadamente 6h de viagem. Já se for Rio de Janeiro, são 4h30 de viagem, por R$79,00. Neste último caso, fica a dica que a Costa Verde está oferecendo 24% de desconto na passagem de volta.

Exceto pelo fato de eu ter perdido a passagem de volta e a Costa Verde ter sido muito gentil em resolver o problema com o mapa dos assentos, além do óbvio trânsito para voltar para o Rio, a viagem foi tranquila, com uma parada de 15 a 20 minutos.

O problema de ir de ônibus é que ficamos extremamente limitados no que diz respeito aos passeios. Se você quer conhecer mais lugares e aproveitar mais o entorno da cidade, vá de carro. Se pretende ficar apenas pelo centro histórico e, talvez, fazer um passeio de barco, ônibus te servirá bem.

Onde ficar

Onde ficar em Paraty
Como decidimos viajar faltando pouco menos de um mês para o feriado, não tivemos facilidade para encontrar hostels, hotéis ou pousadas que fossem de fácil acesso e com preço acessível. A maioria já estava reservado e os que restavam estavam extremamente caros.

Naturalmente, optamos por procurar algum lugar no Airbnb. Foi assim que conhecemos a edícula Magia Tropical, da Maria da Conceição. Ela fica no bairro da Jabaquara, que é próximo à praia.

A rua na qual fica a casa ainda não está asfaltada, conforme ela mesma esclarece, mas isso não é um problema. Silencioso, sossegado, com padaria e mercado bem próximos, foi ideal para a nossa viagem. Aliás, ela oferece duas bicicletas.

Apesar de não oferecer café da manhã, encontramos café, chás e achocolatado à nossa disposição. Também tem uma geladeira para deixarmos comida/bebida e microondas. Uma rede para relaxar, um quarto aconchegante e um banheiro bem limpinho.

A hospitalidade foi maravilhosa, a ponto de que acabamos pegando carona para visitar Paraty Mirim, sobre a qual falarei mais abaixo. De qualquer forma, foi um lugar maravilhoso para ficar. Entretanto, se você está procurando uma pousada, indico a Aqui é Para Ti, onde já fiquei uma vez e achei bem satisfatório.

Onde comer

Comer no centro histórico de Paraty é caro. A comida parece bem promissora, assim como o atendimento, mas os únicos dois lugares que realmente visitamos quando passamos por lá foi a sorveteria Pistache e o Armazém da Cachaça, onde nos permitiram experimentar algumas das melhores cachaças que eles ofereciam.

O estilo da sorveteria é bem aquele que a gente encontra pouco no Rio: você escolhe os sabores, coloca em um pote, adiciona o que quiser depois (cobertura, toppins, etc) e pesa. Nossas três bolas de sorvete com calça de chocolate e dois toppins saiu por R$19,00 — e foi uma delícia tão grande que deixou saudade.

Já lá em Jabaquara, nós almoçamos no Sabores da Maria, cujos pratos executivos são gostosos e acessíveis, porém o atendimento é demorado. Isso porque quem cuida do restaurante é a própria Maria, com sua filha e uma garçonete. A comida, portanto, é bem caseira mesmo. O restaurante também oferece sobremesas, pizzas e massas.

À noite, no sábado, jantamos no Sereia do Mar, que fica de frente para a praia. O espaço também funciona como hostel e clube náutico. O atendimento foi extremamente precário, a ponto de uma água demorar mais que vinte minutos para chegar.

Pedimos uma pizza que, feita no forno, estava deliciosa, com massa fininha e boa quantidade de recheio. Também tinha uma música ambiente bacana e ganhamos duas caipirinhas grátis (que também demoraram para chegar, mas tudo bem).

Jabaquara e Paraty Mirim

Paraty Mirim
Essas foram as duas praias que tivemos a oportunidade de conhecer. Jabaquara não chegamos a entrar na água ou ficar pegando sol, não tem tanto espaço de areia assim e, apesar de quiosques interessantes, a impressão que tivemos é que o valor não compensaria. Apesar disso, saímos à noite e passamos por lá: a vista é linda.

A lua estava cheia, refletindo bem na água, e tinham algumas pessoas ali, sentadas, relaxando e aproveitando o ambiente. Falaram que o fundo é de muito lodo, e realmente vimos apenas umas três pessoas mergulhadas.

Chegar a Paraty Mirim foi um pouco difícil. O caminho em si não foi muito complicado em termos de direção e placas, mas a estrada saiu do asfalto e passou a ser de terra para, depois, ficar bastante ruim com pedras e lama. Um carro baixo não é muito adequado para o caminho, e de qualquer forma não dá para acelerar muito. Provavelmente por isso mesmo essa praia pareceu mais longe do que de fato era.

Entretanto, a água estava quentinha, conseguimos um guarda-sol por R$15,00 — cadeira e mesa tava na faixa de R$50,00, o que nos recusamos a pagar — e ficamos bem tanto sentados/deitados na areia quanto mergulhados no mar. Aliás, apesar de comentarem que aquela não era nem de perto a melhor praia da área, eu achei o ambiente todo maravilhoso, assim como a vista e o vento.

Vale ressaltar também que tinha uma galera oferecendo passeios de caiaque e stand up paddle, cujos preços não conferi porque só aceitavam dinheiro e eu não fui preparada para este fato (erro meu, preciso admitir).

Cartão ou dinheiro?

Eu nessa minha ideia de acreditar que vivemos completamente imersos em mundos nos quais até quem serve caipirinha na rua aceita cartão, fui para Paraty sem levar dinheiro, o que, sabemos, não é boa ideia para absolutamente nenhuma viagem. É claro que isso fez com que eu perdesse algumas oportunidades e que a gente tivesse que andar mais um pouquinho até achar lugares que aceitassem cartão.

A dica é básica, e serve para qualquer viagem: separem uma quantia e deixem em algum lugar seguro para levarem, e não dependam inteiramente de cartão de débito (vale ressaltar, vi um ou dois lugares que aceitavam crédito).

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