Filmes

5 filmes imperdíveis dirigidos por mulheres

O ambiente cinematográfico, assim como diversas outras áreas profissionais, é predominantemente do gênero masculino. O domínio dos homens sobre a área é tanta que quando um filme dirigido por uma mulher é bem recebido pela crítica, ele logo vira notícia como se fosse algo completamente fora da realidade.

Pensando nisso, e em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o Versificados resolveu listar – e exaltar – cinco filmes que não só contam histórias de mulheres fortes e livres, mas que também foram dirigidos por mulheres.

Vem com a gente!

Lady Bird – A hora de Voar (2017), de Greta Gerwig

Lady Bird é uma ode à chegada da maturidade. O filme conta a história de Christine McPherson (Saoirse Ronan), uma garota de personalidade forte que deseja fortemente sair de Sacramento, Califórnia, cidade onde cursa o último ano do ensino médio.

Ela se auto intitula Lady Bird e, apesar da oposição de sua mãe aos seus desejos de alçar voo para lugares mais badalados, segue com seus planos de sair da cidade e cursar a faculdade em outro lugar. No caminho, Lady Bird experiencia momentos comuns da adolescência, como conflitos internos e o primeiro namoro.

O filme foi recebido muito bem pela crítica e pelo público que caiu nas graças da personagem principal muito bem interpretada por Saoirse Ronan, alcançando nota 7,7 no Imdb e cinco indicações ao Oscar, inclusive na categoria de Melhor Direção.

Greta Gerwig foi amplamente elogiada pela condução do filme que, apesar de possuir um roteiro não muito original consegue tocar e cativar seu público.

Mulher Maravilha (2017), de Patty Jenkins

Mulher Maravilha foi recebido como um dos principais filmes de 2017, com críticas maioritariamente positivas e nota 7,5 no site Imdb. O filme, que conta com a estonteante Gal Gadot no papel principal, chega em momento oportuno, onde o feminismo tem ganhado força e protagonizado grandes mudanças de comportamento, inclusive no mundo cinematográfico (prova disso é a onda de denúncias de abusos sofridos pelas atrizes de Hollywood).

Mostrando uma mulher dona de si e disposta a salvar o mundo e a humanidade das garras de um grande vilão, Mulher Maravilha demonstra a força e a garra feminina sem perder a doçura e o tom de comédia.

O enredo se baseia na história de Diana Prince (Gal Gadot), uma amazona extremamente poderosa que sai da ilha onde vive escondida para ajudar a salvar o mundo do deus grego Ares (David Thewlis) que está por trás dos motivos da Segunda Guerra Mundial.

O filme faturou mundialmente R$ 223 milhões se tornando a maior estreia de um filme dirigido por uma mulher. Patty Jenkins também alcançou com Mulher Maravilha o posto de maior bilheteria de filme dirigido por uma mulher, com US$ 652,9 milhões, superando “Mamma Mia!” que detinha o recorde com 608 milhões desde 2008.

As Sufragistas (2015), de  Sarah Gavron

As Sufragistas conta a história de um grupo britânico de mulheres militantes que decide coordenar atos de insubordinação para chamar a atenção dos políticos para a necessidade de permitir às mulheres o direito ao voto, e de quebra mostra as pressões e as exigências morais e sociais sofridas pelas mulheres do início do século XX.

O filme recebeu nota 6,9 no Imdb e, assim como Mulher Maravilha, veio em um momento mais que apropriado.  Com os atuais gritos feministas clamando por respeito e direitos igualitários, lembrar as origens do movimento é mais que importante: é necessário.

E o filme, recheado de estrelas como Meryl Streep, Carey Mulligan e Helena Bonham Carter, cumpre exatamente esse papel. E um filme forte, que retrata a força e o empoderamento feminino em tempos em que isso era sequer cogitável, tem em sua direção uma mulher forte e competente do calibre de Sarah Gavron.

Que horas ela volta (2015), de Anna Muylaert

Que horas ela volta? é um filme brasileiro extremamente bem aclamado pelas críticas nacional e internacional, que conta a história de Val (Regina Casé), uma pernambucana que se mudou para São Paulo sem sua filha, a fim de dar melhores condições de vida a ela. Na nova cidade ela começa a trabalhar como babá e morar com seus patrões.

Anos depois, sua filha Jéssica pede sua ajuda para ir a São Paulo onde deseja prestar vestibular para uma grande faculdade. Os patrões de Val a recebem de braços abertos, até ela passar a se comportar de forma que eles consideram inadequados.

O filme de Anna Muylaert retrata as desigualdades econômicas e sociais em escala macro – diferentes regiões do país –, e micro – como o preconceito e o abuso sofrido dentro do próprio ambiente de trabalho.

Foi indicado a 17 prêmios em categorias como Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Roteiro Original, e Melhor Fotografia e alcançou bilheteria extremamente satisfatória no mundo inteiro.

Frida (2002) – Julie Taymor

Frida é um drama biográfico dirigido por Julie Taymor que conta a história de Frida Kahlo, uma das principais artistas mexicanas de todos os tempos.

Frida viveu na primeira metade do século XX e teve uma vida conturbada e polêmica, tanto nas artes como em sua vida pessoal.  Seu casamento com Diego Rivera era tempestuoso e por vezes violento, deixando marcas psicológicas na artista.

Frida Kahlo é considerada símbolo feminista pelas dificuldades e lutas que enfrentou durante sua vida, e principalmente, por tê-las transformado em uma arte profunda e bela.

O filme venceu o Oscar de Melhor Maquiagem e Melhor Trilha Sonora, mas foi indicado ainda para as categorias de Melhor Atriz, Melhor Canção Original, Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino. A direção de Julie Taymor também foi muito elogiada por conseguir captar todo o drama vivido pela artista.


E você, o que achou desses filmes? Conhece algum outro que mereça estar nesta lista? Conta pra gente!

Apaixonada pelo curso de Letras e por tudo que a ele se relaciona. Acredita que o mundo se expressa através da arte

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