Revista

A arte transcende

O desafio do mês é falar sobre arte. Desafio nenhum escrever um pouco sobre algo tão vital para a existência. Afinal de contas, quem somos nós sem ela? A arte é o coração que bate, pois equilibra a racionalidade humana. Ela nos move.

Acho tolice a tentativa de definição da arte, porque quanto mais falamos, mais percebemos sua infinitude, o que a define, a limita. E a realidade é que não existem limites. Até aonde algo é considerado arte ou não? Quem cria essas regras? Você é capaz de dizer que um belo bolo decorado não entra nesta definição? Ou uma bela Tatuagem? Ou até um ativista lutando por seus direitos civis?

Ouso dizer que a arte está em tudo, a arte está no óbvio, no confuso, no caótico, a arte está na destruição, está na reconstrução, está no surpreendente, está dentro dá gente; é revolução e quanto mais aprendemos a nós expressar, mais fazemos, mais tornamos o mundo humano, seja qual for o sentido que você, meu caro leitor, queira dar ao significado da palavra, humano como bom, humano como ruim, humano sem parâmetros.

No curso de filosofia muito se discute sobre o senso da beleza, o seu sentido mais profundo, afinal o que é o belo? A arte nos permite a dúvida, nos permite o relativo, o belo pode ser uma sobremesa de restaurante, uma bela música ou uma pintura clássica feita à óleo.

A arte se trata do que mexe conosco, o que nos modifica, o que nos toca, é o que nos remete aos nossos mais profundos e também superficiais sentimentos. É colocar seus sentimentos pra fora em ações é esvaziar-se e preencher-se, é imprimir signos de importância e irrelevância num círculo de existência que é totalmente finito e por isso tão bonito. Bonito? De qualquer modo, é inevitável dizer que a arte transcende a mim e também a você.

27 anos, filósofa, tatuadora, empresária apreciadora das artes, esportes, viagens, natureza.

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