Filmes

Crítica | Cidades de Papel, com a história de Margo e Quentin

Cidades de Papel finalmente chegou nos cinemas! A ansiedade batendo no peito, ainda mais quando se assistiu A Culpa é das Estrelas e não achou a adaptação grandes coisas assim. Mas fé que a coisa ficou boa — e não é que gostei muito mesmo do resultado?

A história (bem por alto, mais detalhes na resenha do livro) traz Margo Roth Spiegelman e Quentin Jacobsen, que eram amigos quando criança e passaram nove anos sem trocar palavras antes do grande dia.

Margo tem nove missões para uma noite e precisa que alguém dirija o carro que possibilitará que ela realize todas elas. É claro que ela pede ajuda ao seu vizinho, conhecido pelos amigos como Q. A noite é incrível — como deveria ser — mas, no dia seguinte, Margo some.

É quando Q descobre as pistas que ela deixou e começa a unir as peças do quebra-cabeça. Afinal, se ela deixou as pistas logo para ele, por que ele não as seguiria?

Desde quando li o livro pela primeira vez, achei a personagem de Margo interessante, diferente e não exatamente certa. Há um momento no qual você pensa “ela é perfeita, quero ser assim” (pelo menos eu pensei) para, no seguinte, toda a idealização ser desconstruída.

Cara Delevingne, que também atuará em Peter Pan e cujo filme de estreia foi Anna Karenina, esteve impecável no papel. Admito que não estava levando muita fé, pensando se não cairia no erro de ficar um tanto estereotipado, mas ela me surpreendeu muito na atuação e foi a Margo que eu queria ver no cinema.

Nat Wolff, de A Culpa é das Estrelas, por sua vez, já tinha um lugar no meu coração — principalmente pela participação em Ligados Pelo Amor. O que eu não esperava é que tivesse vontade de apertá-lo toda santa vez que ele fosse aparecer como Q. Ele foi fofo, sensível e melhor que o Quentin que acreditei que ele seria.

Personagens secundárias que também merece destaque são Halston Sage como Lacey e Austin Abrams que só achei com muita cara de novinho em comparação aos demais atores, mas engraçadíssimo. Justice Smith, nosso fofo Radar, não me surpreendeu, mas gostei bastante da participação de Jaz Sinclair, Angela, namorada de Radar.

Gostei muito da adaptação de Michael H. Weber e Scott Neustadter, que já tinham feito parceria em A Culpa é das Estrelas, (500) Dias Com Ela e O Maravilhoso Agora.

Amei tudo no filme: a imagem, a trilha sonora (que me fez querer fazer minha dancinha ridícula em alguns momentos), o roteiro excelente e as frases que fazem todo o sentido do mundo.

Carioca apaixonada por marketing na casa dos 20 e tantos com uma grande incapacidade de ficar parada e uma vontade louca de conhecer o mundo.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.