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Crítica | Como eu era antes de você e o fim do conto de que o amor salva tudo

Como Eu Era Antes de Você estava na minha lista de queridinhos desde quando soube que viraria filme — assim como, acredito, estava na lista de muitas outras pessoas. O filme estreou ontem e, junto com a Fabi (que também escreve aqui pro Versificados), fomos assistir.

Se estávamos preparadas para rios de lágrimas? Bom, ela provavelmente não — ainda não tinha lido o livro. Mas eu, eu estava pronta. Tão pronta que, honestamente, mal chorei. Exceto quando o filme realmente acabou e (re)começou a tocar Not Today, do Imagine Dragons, e aí sim eu quis ficar aos prantos. Vamos à sinopse:

Louisa “Lou” Clark (Clarke) vive em uma pitoresca cidade de campo inglesa. Sem direção certa em sua vida, a criativa e peculiar garota de 26 anos vai de um emprego a outro para tentar ajudar sua família com as despesas.

Ao aceitar um trabalho no castelo da cidade, ela se torna cuidadora e acompanhante de Will Traynor (Claflin), um banqueiro jovem e rico que se tornou cadeirante após um acidente ocorrido dois anos antes. Não mais uma alma aventureira, mas o agora cínico Will, está prestes a desistir.

Isso até Lou ficar determinada a mostrar a ele que a vida vale ser vivida. Embarcando juntos em uma série de aventuras, Lou e Will irão obter mais do que esperavam e encontrarão suas vidas — e corações — mudando de um jeito que não poderiam ter imaginado.

Preciso começar chamando a atenção para a coisa simplesmente incrível que é a trilha sonora do filme. Ela acompanhou perfeitamente todas as cenas, ajudou a intensificar as emoções nos momentos certos e fez nosso coração ficar na mão em muitos momentos. Se você não pretende ver o filme mesmo, pelo menos tire um tempo para ouvir toda a trilha sonora. Estou falando: vale a pena!

Quanto à direção, Thea Sharrock fez um trabalho excelente do início ao fim. Vemos um pouco — apenas aquele pouquinho — da vida que Will levava antes do acidente e ficou claro o quanto ele não conseguia aceitar seu novo estilo de vida e o quanto isso acabava, pouco a pouco, com ele. Não tenho como reclamar também do roteiro, escrito pela própria autora.

Emilia Clarke foi uma ótima Lou Clark. A atriz tem um jeito forte, mas meigo, que coube bem ao papel (e coloco a característica na atriz porque consigo ver com clareza ambos os lados em Guerra dos Tronos também) e, nas cenas mais fortes, ela conseguiu dominar e expressar as emoções sem exageros ou pouco caso.

Sam Claflin dispensa comentários. Suas emoções e ações tinham todas que, necessariamente, estar no olhar e nas expressões faciais — por motivos óbvios. Algo que, do ponto de vista de uma leiga em teatro, parece ser extremamente difícil. Algumas cenas de partir o coração ficaram perfeitas. Sem dúvida, ele foi um Will maravilhoso.

Stephen Peacocke, que interpretou o Nathan, também caiu muito bem no papel. No livro, não lembro muito da sua presença como algo marcante e tão relevante. No filme, foi o encaixe perfeito na dinâmica de Lou e Will. Matthew Lewis (I) — que eu media apenas pela atuação em Harry Potter — interpretou muito bem o chato e fitness Pat; e sabe quando a gente consegue lembrar do início da carreira de um ator e o vê se transformando em algo realmente bom? Enfim, deu um orgulhinho sim.

Por fim, acho relevante dizer que o filme me fez ver um outro lado do relacionamento de Will e Lou. Quando li o livro, foi impossível não entender o pensamento do Will. Eu entendia, sofria com ele e queria dar um abraço que o acalmasse. No longa, todavia, acabei concordando com uma amiga minha e passei a acreditar em uma versão menos romantizada da personagem, mais realista e, honestamente, egoísta.

Sem dúvida, um filme excelente que recomendo para qualquer pessoa que (1) tenha gostado do livro, (2) tenha gostado do trailer, (3) goste desse tipo de filme. Não tem como se arrepender.

Carioca apaixonada por marketing na casa dos 20 e tantos com uma grande incapacidade de ficar parada e uma vontade louca de conhecer o mundo.

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