Entrevistas

Entrevista | Erika Lourenço

Erika Lourenço é uma pisciana de 24 anos formada em designer gráfico, mas que é apaixonada mesmo pela ilustração. Segundo ela, não tem como se autodefinir, pois muda tanto, que a cada dia é uma Erika diferente. Com exceção de seu amor por bolo de chocolate e principalmente, pela arte, que permanecem sempre intactos. Confira sua página no Facebook e, abaixo, a entrevista que fizemos com ela.

Fight Like a Girl, de Erika Lourenço

Quando e como surgiu sua paixão por ilustrar? O que te inspira e o que você mais gosta de criar?
Então, meio clichê mas é desde sempre. Eu sempre quis rabiscar tudo que via pela frente e tinhatenho uma necessidade muito grande de colocar minha identidade em todas as coisas, desde pequena.

O que acontece é o que acredito que aconteça com muita gente que já nasce assim, de se perder um pouco no caminho, como aconteceu comigo. Por circunstâncias da vida, acabei me distanciando um pouco de quem eu era e segui outros caminhos (até cursei um ano de biologia haha), até perceber que estava tudo errado e eu devia me escutar mais.

Além da ilustração, você pratica ou gostaria de se dedicar a outro tipo de arte?
Eu sou designer por formação e trabalho em uma agência. Gosto muito da área, mas minha paixão mesmo é a ilustração. Me desiludi um pouco com o design pelo fato de que eu sou 100% da área de criação, e o que acaba acontecendo na área é mais um trabalho do tipo “faz aí o que eu mandei” e menos criação, sabe.

Erika Lourenço Há não muito tempo, esteve em alta livros de colorir para ansiedade. Nessa mesma leva, cada vez mais surgem cursos de arteterapia. O que você pensa sobre arte como cura terapêutica?
Eu acho muito interessante as pessoas finalmente darem um pouco de atenção pra arte e entender um pouco do seu valor como objeto de ajuda. Por mais que seja algo bem raso, é um ponto de partida.

A gente cresce escutando que desenhar é pra passar o tempo, brincar. Depois na escola é matéria desnecessária, só pra completar carga horária e assim vai a desvalorização.

Ainda sobre esse assunto, acredita que a arte tem potencial para tratar, ou pelo menos aliviar, sintomas de depressão, ansiedade e outras angústias em geral? Ela já te ajudou nesse sentido?
Ô se acredito! haha ajuda e muito. Eu me conecto comigo mesma quando desenho. Eu tenho depressão a um tempo já, e há uns anos comecei a sofrer com ansiedade. Foi nesse momento que tive que buscar dentro de mim o que estava de errado, porque eu estava tão infeliz.

Foi aí que me encontrei comigo mesma e me lembrei do quanto pintar me faz existir. Falando assim parece que foi fácil, mas não foi haha. A solidão no momento de criação, do ato de pintar, me faz muito feliz. Consigo ordenar meus pensamentos e parar no tempo.

Tem alguma das suas ilustrações que você considera mais ou tem um valor emocional mais forte que as outras?
Ah eu sou muito de momento. Como eu acho que elas me traduzem muito, eu acabo amando elas e depois mudo de fase e acabo amando outra! haha E outra, eu não gosto de ficar olhando muito meus desenhos. Eu faço, amo e não olho mais! Acho que artista tem esse hábito de se julgar demais e eu não fujo disso.

Me julgo muito e às vezes prefiro nem ficar olhando pra não ficar brava haha! Mas neste exato momento, amo muito a que é capa do meu calendário de 2018.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!