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Fernanda Torres lança A Glória e seu Cortejo de Horrores na Estação Net Botafogo

“Glória é um livro sobre como nós éramos e como nós estamos.”

A atriz e escritora Fernanda Torres está lançando seu terceiro livro, após o romance Fim, publicado em 2013, e um livro de crônicas intitulado de Sete Anos, publicado um ano depois do primeiro.

Nesse ano, Fernanda está voltando à literatura com mais um romance, cujo título foi em homenagem à uma frase marcante de sua mãe, a também atriz, Fernanda Montenegro. “Como dizia minha mãe: “Minha filha é a glória e seu cortejo de horrores!”, explica a artista.

Para divulgar o livro novo, a autora esteve presente na Estação Net Botafogo, na manhã de quinta feira, dia 16 de novembro, no evento de livreiros RJ, organizado pela editora Companhia das Letras.

Entre várias perguntas da plateia e da organização do evento, que ela respondeu com a maior simpatia e seu senso de humor já conhecido do grande público, Fernanda contou de onde surgiu a ideia para a capa da obra e foi questionada a respeito de sua constante escolha por um narrador masculino em seus romances.

Sobre a capa, ela explica que precisava de uma imagem icônica do cinema do fim dos anos 60 e início dos anos 70, pra usar como referência para seu novo romance, que também retrata tal época.

Por isso, se inspirou na capa do Bandido da Luz Vermelha, filme brasileiro de 1968, dirigido por Rogério Sganzerla, Inspirado nos crimes do famoso assaltante João Acácio Pereira da Costa, apelidado de “Bandido da Luz Vermelha”.

Em relação aos seus narradores com muita testosterona, como a própria brinca, ela diz que sua escolha se deve ao fato de ser uma maneira de ajudar a afastar a voz do romance dela, de tornar a narração menos intimista e mais impessoal. Porém, ressalta, que mesmo assim, a sua voz feminina sempre vem, como se simplesmente desse um jeito de aparecer nas entrelinhas de sua escrita.

A autora também faz piada de si mesma com o fato dela ter tirado, recentemente, nota zero em feminismo depois de um artigo de sua autoria publicado na Folha de São Paulo, no qual ela diz se irritar com a vitimização do discurso feminista e “não se incomodar com o machismo”.

Segundo ela, falar mal de mulher hoje em dia é complicado, já no homem é permitido tacar pau. Por isso, se resolvesse trocar seus narradores por narradoras, teria que tomar muito cuidado para não ofender ninguém e isso, a faria “pisar em ovos”, de certa forma.

“ Eu não sou a voz da fala. Sou a voz do falo!”

Em contrapartida, ao colocar vozes masculinas em suas obras, ela pode ser livre para “castiga-los” através de seus enredos trágicos recheados de conflitos. Como ela diz: “Dizem que gosto de torturar homens nos livros.”

Eu também estive lá, representando o Versificados, e aproveitei pra fazer uma pergunta pra autora também. Perguntei sobre suas visitas aos presídios do Rio de Janeiro, acompanhada do deputado do Psol, Marcelo Freixo, para fazer laboratório para seu novo livro. Na obra, o ator Mário Cardoso, passa um período atrás das grades depois de inúmeras reviravoltas em sua carreira artística.

Confira a resposta da Fernanda Torres pra minha pergunta:

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