Revista

Leitura, Arte & Progresso

Nossa civilização vem passando por avanços tecnológicos desde sua existência, neste processo os códigos e linguagens foram imprescindíveis. Andaram e andam de mãos dadas com o progresso da humanidade.

A primeira forma de expressão do homem, ou seja, o método mais antigo que se tem notícia para a expressão da comunicação foi a “Arte Rupestre”, um tipo de pintura elaborada com as mãos que expressavam de certo modo fatos e histórias do homem primitivo.

Os egípcios também elaboravam seus registros em suas paredes com a expressão da arte para comunicar-se, relatar os fatos e preservar sua cultura. Assim como os indígenas possuíam a música e a dança como expressões de seus rituais e cultura.

É inegável, o homem precisa falar. Nossa capacidade linguística, nossa necessidade de elaboração de códigos e símbolos, substancialmente nos une e nos leva a progressos que nenhum outro animal é capaz de produzir.

Através da arte o corpo, a mente e a alma falam, toda arte é uma forma de expressão e de troca de informação entre os homens. Quando dançamos, cantamos, dançamos, pintamos, fotografamos, estamos falando.

Com a escrita não seria diferente, aliás um dos mais profundos métodos para a livre expressão é a escrita. Seja a Prosa, a crônica, a poesias, ou até mesmo a linguagem científica e academicista, a leitura nos transforma.

No dia 29 de outubro, se comemora o dia do livro, como não emergir na profunda sensação de experimentar não só as ideias do outro, mas a alma do outro. A leitura é uma imersão, um mergulho na mente do outro, uma ponte de conexão que não se rompe até a última página.

A leitura nos permite acessar “novos mundos, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve”¹, citações a parte, o que deve ser problematizado é o porquê de ser tão difícil para muitas pessoas embarcar na viagem da leitura.

Em uma rápida análise, fica nítido que a comunicação de certo modo traiu a si mesma. A linguagem esforçou-se muito para termos cada vez mais avanços tecnológicos. Temos como exemplo para isso, os grandes pensadores e suas grandes obras, os clássicos poetas e suas fantasias que deram corpo a objetos hoje reais.

Hoje temos tantas coisas, informações para todo lado, tecnologia aonde estivermos. Estamos em nossa mente sobrecarregados, e a leitura acaba ficando em segundo plano, as vezes deixa até de ser um plano. A profundidade está em desuso, a superficialidade tomou corpo, como se fosse a decisão mais sensata.

A leitura é uma imersão profunda, que talvez esteja faltando ao povo brasileiro, precisamos refletir nossa educação, o avanço tecnológico que tivemos até agora, vai em um determinado momento nos levar a uma estagnação evolutiva, nos impedindo de avançar.

Vivemos de fantasmas intelectuais do passado, chegou a hora de rompermos a barreira da superficialidade e acredito que apenas a arte, é capaz de quebrar nossas correntes da pressa e do desinteresse no saber.

A escrita, o teatro e o cinema, a música, a dança, a fotografia, a pintura, são as respostas que ainda precisamos encontrar para nos desenvolvermos e avançar. Precisamos tomar consciência desse desafio e ousar fazer esse mergulho libertador da arte. Aprenda, imagine, cresça, evolua, ouse, Leia!

27 anos, filósofa, tatuadora, empresária apreciadora das artes, esportes, viagens, natureza.

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