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Crítica | Se prepare para sofrer de talassofobia com “Medo Profundo”!

De Johannes Roberts, o filme conta a história de Kate (Claire Holt) e Lisa (Mandy Moore), duas irmãs que estão de férias no México e decidem se aventurar num mergulho com tubarões em uma gaiola submergida em 5 metros.

O passeio se torna um pesadelo quando a gaiola se solta do barco e afunda prendendo as garotas a uma profundidade de 47 metros em uma área repleta de tubarões brancos e com pouca visibilidade do que está ao redor.

O longa causa no espectador uma tensão sufocante que piora a cada momento, pois mostra apenas a perspectiva das garotas presas no fundo do mar com oxigênio escasso e sem contato com a superfície devido à profundidade, ou seja, só é revelado a quem assiste o que é revelado às personagens. Isso ajuda a criar um clima de suspense na história e nos acontecimentos que parecem não ter saída.

“Medo Profundo” é um filme que toca apenas um público específico, visto que não é um subgênero de terror tão popular como o sobrenatural ou gore. Para pessoas que costumam prender a respiração junto com os personagens ou que sofrem de Talassofobia (Medo do mar e águas profundas) esse filme pode trazer vários momentos de desconforto e inquietação mesmo que seja uma trama que funcione apenas uma vez, pois o momento de maior tensão do terceiro ato perde o efeito depois que o final revela o que de fato está acontecendo.

Lembrando que por se tratar de um medo real, algo que realmente nos é visível e palpável, é mais fácil do espectador se identificar com o drama vivido pelas personagens como se o que aconteceu com elas pudesse acontecer com qualquer um que se arrisque a adentrar o mar.

É interessante notar a reviravolta de protagonismo e mudança de personalidade entre as duas irmãs durante o filme. A princípio, Lisa não queria se aventurar a mergulhar num oceano repleto de tubarões e nem era muito de se arriscar na vida, em geral. Kate, ao contrário dela, era a corajosa das irmãs, sempre pronta para sair da rotina e conhecer o novo.

Só que conforme os acontecimentos vão se desenrolando, Lisa se vê obrigada a superar seus medos e enfrentar o que for necessário pela sobrevivência das duas. Diante disso, ela vai se tornando mais forte e segura de si e consequentemente, menos dependente da irmã. Até que chega um ponto que a Kate passa a precisar mais dela do que ela da Kate.

A irmã “covarde” e “medrosa” se torna a responsável por cuidar daquela que sempre foi a descolada e aventureira das irmãs. Tem uma cena que toca levemente no fato das duas terem comportamento e personalidade bem diferentes, fazendo com que o público perceba o quanto a Lisa se comparava com a outra quando ela diz que o ex namorado dela era a única coisa que ela tinha e a Kate não. Contudo, como é um filme de ação, não aprofunda essas questões, só passa por elas superficialmente.


Crítica feita em parceria com Fabiana Zau

Foram necessários 22 anos pra que fosse descoberta a paixão pela Sétima Arte. Tenta ver o lado positivo até nas situações um pouco mais difíceis de lidar, e mantém a mente tranquila apesar da quase constante expressão séria dizer o contrário.

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