Revista

Tive que ir embora

Primeiro quero que você saiba, que esse texto é sobre amor, esse texto é porque no fundo, sempre amei você, mesmo que eu nunca tenha falado, mesmo que eu nunca tenha colocado pra fora. Eu tive que ir embora, quero que você entenda, ir ou ficar não define como meu coração bate, nós compartilhamos parte da minha vida, você me deu parte do que você era e isso não tenho como lhe devolver.

Sou um pouco você e se esse texto é sobre amor próprio, digo, me amo o bastante para nunca me abandonar, então o que você me deu que na realidade era parte de você, nunca vai ser abandonado. Já vamos ficar juntos pra sempre de uma certa forma. Porque deixei parte de mim ai também então enquanto você se amar, você também me amará. Então o que tivemos já é pra sempre, já é eterno, nós conseguimos.

Eu tive que ir embora, não é sua culpa, outras partes de mim queriam ver o mundo lá fora. Somos inimigos do tempo que corre, amantes dos momentos, não temos como ignorar um sopro de vida que vem de dentro, o desconhecido não saber ou não enxergar o que não se está fazendo. Eu tive que ir mas na verdade estou ai.

Lembro de você todos os dias em algum momento, você marcou minha vida pra sempre, fez de mim o que eu sou também. Então espero que entenda, tive que ir embora, mas meu coração ainda está ai, e o seu ainda está aqui. No fim das contas, sempre ficamos no outro de alguma forma.

Eu me quero todo bem do mundo, toda a felicidade, toda sorte e como você faz parte de mim, saiba que indiretamente, estou aqui na arquibancada também, desejando tudo isso pra você. Então não chore a minha ausência, ela não existe, façamos diferente, que busquemos sempre a melhor versão de nós, para que sejamos juntxs ou separadxs todas as maravilhas que pudermos para o mundo lá fora onde vivemos.

Faça por nós, pelas fotos, pelas lembranças, pelos valores, pela nossa história, pelos bons e maus momentos, pela intensidade, pelo calor do nosso sentimento, esse simples favor e “seja uma pessoa boa, mesmo que no seu coração haja dor”.

27 anos, filósofa, tatuadora, empresária apreciadora das artes, esportes, viagens, natureza.

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