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Vilões, mocinhos e você?

No mundo da fantasia, é fácil identificar os vilões, são ladrões, bandidos, pessoas simplesmente perversas, que não medem esforços pra conseguir o que querem. Mas afinal de contas quem somos nós nesse mundo? E essa tal de maldade de onde vem? Seria ela um sintoma ao invés de algo genuíno e por assim dizer, original? Afinal de contas, quem define o que é o mal?

Os vilões do mundo real, atingem uma complexidade que a fantasia tenta e muito externalizar, mas é uma de suas missões mais difíceis. Na minha sincera opinião os melhores vilões se constroem nos filmes, nos livros, nas séries, como homens normais que ao mesmo tempo que querem algo, são confusos e totalmente humanos.

Gosto deste tipo de obra por ser mais realista, nunca me convenceram muito os vilões com super poderes, aqueles que representavam grandes ameaças invencíveis, aqueles sem um ponto fraco de bondade.

Sempre preferi os vilões reais pois na vida real todos somos mocinhos e todo somos vilões. Está tudo dentro de nós, o que queremos e o que sabemos que queremos. O que tememos e as vezes nem sabemos. Fora as psicopatias que muitas vezes nos bloqueiam um lado ou outro e nesse caso se encaixaria perfeitamente a categoria de doença, o desequilíbrio.

Somos nossa maior vitória, somos nossas piores derrotas. Somos a junção de tudo que vivemos e escolhemos. Tudo está conectado numa rede de fatos e acontecimentos que nos levaram as ações que estamos vivendo agora, o que estamos fazendo, pensando e sentindo.

Ao agir as vezes, fazemos coisas que machucam e prejudicam outras pessoas, somos vilões por isso? É possível viver sem ferir? Sem machucar o outro? É possível o amor sem dor? Rir sem saber chorar? Amar a chuva sem conhecer o sol? As dualidades nos equilibram, nos definem, nada é totalmente preto no branco, mas ao mesmo tempo, tudo é preto no branco.

Somos atos encaminhados para nossos focos, nossos objetivos, mas nem sempre temos apurados todos os nossos sentidos. Precisamos desenvolver esses sentidos para saber o que estamos atingindo com isso. Pessoas saem magoadas, pessoas te consideram um mal para a sociedade, mas alguém sempre é beneficiado no que você escolhe fazer, sempre há um motivo.

Um corrupto que rouba nossos impostos está talvez levando muita alegria a sua mulher e aos seus filho e esse é o valor da vida dele, ver os filhos sorrirem custe o que custar. Acabo de defender um corrupto isso provavelmente fez com que você colocasse um pé atrás em relação a mim caro leitor e com isso, você me aproximou do que você considera mal.

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