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Crítica| Dos mesmos produtores de Stranger Things, Mentes Sombrias é mais uma distopia teen

Num futuro apocalíptico onde uma epidemia mata milhares de crianças e adolescentes, as sobreviventes são temidas devido aos poderes especiais que desenvolvem. Por causa disso, são afastados de suas famílias e trazidos para campos de concentração nos quais são divididos por cores; azul, verde, amarelo, laranja e vermelho.

As classificadas pelas cores laranja e vermelho, por serem consideradas mais perigosas, são executadas no momento que suas cores são descobertas. Com exceção de Ruby, a protagonista da história, que consegue escapar fingindo que sua cor é verde, aquela que significa um alto nível de inteligência e raciocínio lógico.

Na sua jornada pela sobrevivência é sequestrada dessa área onde as crianças são mantidas e conhece outros jovens que também são fugitivos; a pequena Zu, Bolota e Liam (seu também par romântico). Juntos, tentam encontrar o Fugitivo, um outro sobrevivente (da cor laranja, assim como Ruby) que conseguiu escapar várias vezes do governo e oferece abrigo para outras crianças. Tudo isso enquanto precisam escapar de soldados, caçadores de recompensa e da misteriosa Liga das Crianças.

Mentes Sombrias, dos mesmos produtores de Stranger Things e A Chegada, é mais uma distopia que nos remete a outras distopias, como Jogos Vorazes, Divergente, dentre outras, que também é baseada num livro infanto-juvenil. Adaptação da obra de Alexandra Bracken, o filme, assim como outros do gênero, também tem um conflito político e social por trás, no qual a geração mais nova confronta a sociedade na qual vivem em busca de justiça e igualdade.

Além dessa luta contra o sistema, típico de filmes distópicos, também tem a questão da divisão de pessoas por “castas” de acordo com os “perfis” nos quais são encaixados.

O grande destaque é a própria protagonista que, assim como Katniss de Jogos Vorazes, também é uma garota forte, determinada e corajosa, podendo servir de exemplo para muitas meninas da faixa etária delas que assistirem o filme.

Tem a parte romântica da história (como sempre tem, principalmente se for voltado para o público teen), mas isso não é o foco de Ruby. Apesar do que sente por Liam, ela não coloca isso acima de seus principais objetivos. E em alguns momentos, dá até a impressão de que ele estava mais envolvido do que ela. O que muda aquele estereótipo de que a mulher sempre tem que ser a que gosta mais (e consequentemente, a que sofre mais também) num relacionamento.

Em geral, Mentes Sombrias, não tem nada de original, sendo de certa forma, uma releitura de outras distopias famosas. Mas pra quem gosta do gênero é um bom filme. Até porque, todos os filmes dentro de um mesmo gênero tem milhares de semelhanças e esse não seria diferente.

Muita coisa já foi criada e recriada, contada e recontada, produzida e reproduzida. Tem muita referência e clichês em tudo que assistimos, a diferença é como cada um escolhe conduzir suas histórias. Não dizem que os plots são sempre os mesmos e o que muda é forma como são contados? Então… É bem por aí.

Estudante de Letras metida a astróloga graças (ou não) ao seu escorpião com ascendente em peixes e lua em aquário. Viciada em séries a ponto de se recusar a aceitar a "morte" de Lost até hoje. Precisa de injeções diárias de realidade pra não ser abduzida pela Terra do Nunca.

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