Críticas,  Literatura

Resenha | A Garota que Perseguiu a Lua, de Sarah Addison Allen

Emily é uma garota normal que, quando sua mãe morre, vai morar com seu único parente vivo: o avô de quase três metros que sequer sabia que existia. Em Mullaby, uma cidade na qual paredes mudam de cor sozinhas e luzes estranhas aparecem à noite, ela tem que se recuperar da difícil perda.

Mullaby é uma cidade de muitos segredos, alguns mistérios e com uma história que Emily está indiretamente envolvida. Apesar das dificuldades, ela é recebida de braços abertos pelo avô e por Julia, cujo passado e presente se encontram de forma definitiva.

Com todas as excentricidades da cidade, o que menos Emily esperava era descobrir o passado nada agradável da mulher que lhe ensinou tudo sobre fazer as coisas certas e pensar nos outros. Win é a ligação entre os fatos e ela, Julia e Stella podem estar tão envolvidas quanto podem.

A Garota que Perseguiu a Lua é um livro lindo. Ao explorar os sentimentos das personagens, Sarah os cria de forma a se tornarem muito mais interessantes do que parecem à primeira vista.

Em meio a magia, nada é surreal ou estranho demais. Mullaby acaba se tornando um porto seguro até mesmo para os leitores, envolvidos pela leitura desde o primeiro capítulo.

Ainda que seus segredos sejam facilmente descobertos sem que precisemos esperar até a última página para tudo fazer sentido, a história de Emily e Julia transforma o livro em um romance muito bem desenvolvido, tornando-nos curiosos e ansiosos para o próximo passo.

Características marcantes, a narrativa me levou à outra cidade, repleta de momentos, que eu quis muito que fosse real. Entrou para a lista dos favoritos principalmente pelo conforto que me fez sentir, pela curiosidade que despertou, e por personagens tão únicos que pareciam reais.


NOTA ★★★★★

resenha escrita em 2013

Carioca apaixonada por marketing na casa dos 20 e tantos com uma grande incapacidade de ficar parada e uma vontade louca de conhecer o mundo.

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